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quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Olhe bem, preste atenção - 2
- Em 1987, Hans Donner criou uma nova abertura para o Fantástico. As imagens computadorizadas deram lugar a cenários que representavam os elementos básicos da natureza – ar, terra, água e fogo – e os primeiros habitantes da Terra, interpretados pelos integrantes do Ballet do Terceiro Mundo, um grupo de dança comandado pelo coreógrafo e bailarino Ciro Barcelos, e por modelos contratadas pela TV Globo.
- Na primeira cena da nova abertura, a modelo Isadora Ribeiro e Ciro Barcelos emergiam lentamente das águas do lago Mono Lake, na Califórnia. Nas cenas seguintes, os bailarinos – entre eles Andréa Mognon e Kátia Bronstein – eram mostrados dançando em cima das montanhas da Escócia, em geleiras no Alasca, numa caverna na Turquia, nas dunas do deserto do Saara e sobre os rochedos do Grand Canyon, nos Estados Unidos. Na cena final, a câmera sobrevoava a Floresta Amazônica, subia aos céus e chegava ao espaço, de onde focalizava a imagem do planeta Terra sendo envolto pelo logo do Fantástico.
- A abertura levou um ano para ser concebida e três meses para ser executada. Hans Donner resolveu recriar todos os cenários em galpões da TV Globo e nos estúdios da Herbert Richers. A cena do lago Mono Lake foi realizada usando um tanque de aproximadamente cinco metros de diâmetro. As dunas do Saara, o Grand Canyon e as montanhas escocesas foram reproduzidas em maquetes. O céu e o mar exibidos nas cenas foram filmados na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.
- Na época, a equipe de Hans Donner contava com Gustavo Garnier, designer; a figurinista Sylvia Trenker e o sul-africano Shawn Pritchard, responsável pela criação das maquetes. Hans conta que Shawn entrou no projeto por puro acaso. Shawn viajava pelo mundo a bordo de um veleiro quando decidiu vir ao Rio de Janeiro. Ancorou na Marina da Glória e viu uma das vinhetas de Hans Donner em uma televisão no barco ao lado. Procurou o designer se dizendo impressionado com o trabalho e lhe mostrou seu portifólio. O trabalho do sul-africano com maquetes era exatamente o que Hans Donner estava procurando, e ele foi contratado na hora.
- Mais tarde, quando as maquetes já estavam prontas, parecia ser impossível conseguir que as imagens dos bailarinos fossem posicionadas sobre elas de forma verossímil apenas com o uso do zoom das câmeras. Segundo Hans Donner, novamente a solução surgiu de forma inesperada: um jovem escandinavo estudante de design – admirador do seu trabalho desde que vira um especial sobre ele na televisão européia – estava no Brasil e, ao saber do dilema do ídolo, ligou para uma empresa na Inglaterra que tinha a tecnologia necessária para resolver o problema. Hans Donner viajou três dias depois para Londres e editou todo o material, com o auxílio de Richard Chrompton.
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terça-feira, 2 de setembro de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
Toon Service: Vamos falar sobre coisas boas... como a abertura do Fantástico de 1983.
O vídeo:
- A partir da década da década de 1980, as aberturas do Fantástico se tornaram superproduções, com cenários futuristas e figurinos arrojados, unindo as possibilidades da computação gráfica às habilidades humanas, representadas pela dança.
- Foi o início de um período de dez anos de grande avanço tecnológico e artístico da TV Globo. A emissora começara a desenvolver, junto com a empresa Pacific Data Image (PDI), dos Estados Unidos, um sistema de computação gráfica tridimensional que permitia a criação de imagens geradas por computador através de descrição procedural. Essas novas técnicas de computação gráfica deram à identidade da emissora uma plasticidade visual sem paralelo com nenhuma outra no mundo.
- Boa parte dessas inovações estéticas eram obra de uma dupla de designers: o brasileiro Nilton Nunes, um dos responsáveis pelas aberturas e vinhetas da TV Globo nos seus primeiros anos, e o austríaco Hans Donner. Em 1984, a dupla realizou uma abertura para o Fantástico que ficaria na história da televisão brasileira.
- Hans Donner se inspirou nos filmes de ficção científica, na geometria e nos desenhos tridimensionais do artista holandês M.C. Escher para criar uma vinheta na qual a computação gráfica interferia em formas geométricas. Para realizá-la, o austríaco requisitou a ajuda de Richard Chuang, Glenn Entis e Carl Rosenthal, três jovens designers americanos especialistas em alterar textura, luz, coloração e volume de desenhos e imagens inseridos em computador.
- Na abertura, feixes de luz com as cores do arco-íris trespassavam várias vezes uma imensa pirâmide dourada, formando cinco plataformas que flutuavam no espaço. Sobre elas, bailarinos usando fantasias estilizadas, repletas de referências geométricas, executavam uma coreografia ao som do tema do programa, com um arranjo instrumental composto por Guto Graça Mello. O mesmo processo se repetia nas cenas seguintes com uma pirâmide invertida e um cone.
- O grupo de 24 bailarinos era formado por 16 mulheres e oito homens, egressos do corpo de baile da TV Globo e do grupo de dança Vacilou, Dançou – da coreógrafa Carlota Portela, que criou a coreografia executada na abertura. Os trajes dos bailarinos, feitos de couro e com decotes ousados, foram criados por Silvia Trenker, idealizadora de todos os figurinos das aberturas do Fantástico a partir de então.
- Uma pirâmide de quase oito metros de altura, feita de madeira e ferro, que reproduzia o cenário de animação computadorizada da abertura, chegou a ser construída no Estádio do Maracanãzinho para que fossem gravadas as imagens do balé. Um erro no ajuste da altura das câmeras, entretanto, inutilizou o plano, e a coreografia teve de ser realizada no chão, com os bailarinos divididos em vários grupos no mesmo nível, enquanto as câmeras eram posicionadas de forma a dar a impressão de que eles estavam dançando em plataformas de alturas diferentes. A abertura do Fantástico ganhou repercussão mundial e chegou a ser capa da conceituada revista Eletronics theater, da Siggraph.
- A partir da década da década de 1980, as aberturas do Fantástico se tornaram superproduções, com cenários futuristas e figurinos arrojados, unindo as possibilidades da computação gráfica às habilidades humanas, representadas pela dança.
- Foi o início de um período de dez anos de grande avanço tecnológico e artístico da TV Globo. A emissora começara a desenvolver, junto com a empresa Pacific Data Image (PDI), dos Estados Unidos, um sistema de computação gráfica tridimensional que permitia a criação de imagens geradas por computador através de descrição procedural. Essas novas técnicas de computação gráfica deram à identidade da emissora uma plasticidade visual sem paralelo com nenhuma outra no mundo.
- Boa parte dessas inovações estéticas eram obra de uma dupla de designers: o brasileiro Nilton Nunes, um dos responsáveis pelas aberturas e vinhetas da TV Globo nos seus primeiros anos, e o austríaco Hans Donner. Em 1984, a dupla realizou uma abertura para o Fantástico que ficaria na história da televisão brasileira.
- Hans Donner se inspirou nos filmes de ficção científica, na geometria e nos desenhos tridimensionais do artista holandês M.C. Escher para criar uma vinheta na qual a computação gráfica interferia em formas geométricas. Para realizá-la, o austríaco requisitou a ajuda de Richard Chuang, Glenn Entis e Carl Rosenthal, três jovens designers americanos especialistas em alterar textura, luz, coloração e volume de desenhos e imagens inseridos em computador.
- Na abertura, feixes de luz com as cores do arco-íris trespassavam várias vezes uma imensa pirâmide dourada, formando cinco plataformas que flutuavam no espaço. Sobre elas, bailarinos usando fantasias estilizadas, repletas de referências geométricas, executavam uma coreografia ao som do tema do programa, com um arranjo instrumental composto por Guto Graça Mello. O mesmo processo se repetia nas cenas seguintes com uma pirâmide invertida e um cone.
- O grupo de 24 bailarinos era formado por 16 mulheres e oito homens, egressos do corpo de baile da TV Globo e do grupo de dança Vacilou, Dançou – da coreógrafa Carlota Portela, que criou a coreografia executada na abertura. Os trajes dos bailarinos, feitos de couro e com decotes ousados, foram criados por Silvia Trenker, idealizadora de todos os figurinos das aberturas do Fantástico a partir de então.
- Uma pirâmide de quase oito metros de altura, feita de madeira e ferro, que reproduzia o cenário de animação computadorizada da abertura, chegou a ser construída no Estádio do Maracanãzinho para que fossem gravadas as imagens do balé. Um erro no ajuste da altura das câmeras, entretanto, inutilizou o plano, e a coreografia teve de ser realizada no chão, com os bailarinos divididos em vários grupos no mesmo nível, enquanto as câmeras eram posicionadas de forma a dar a impressão de que eles estavam dançando em plataformas de alturas diferentes. A abertura do Fantástico ganhou repercussão mundial e chegou a ser capa da conceituada revista Eletronics theater, da Siggraph.
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2007
Olhe bem, Preste Atenção
Eu vim falar de uma coisa que chegou hoje ao YouTube e ao 4Shared . Não, não é o teaser de Super Mario City (Esse jogo nem existe!), mas sim, a abertura do Fantástico de 1991! Uma montagem da abertura do fim dos anos 80 e boom! Clickaki para baixar no 4Shared ou aqui para assistir sem baixar.
Ou se quiser, assista o vídeo aí embaixo:
É FANTÁSTICO!
Ou se quiser, assista o vídeo aí embaixo:
É FANTÁSTICO!
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